e aqui estou eu, com minhas canetas, pincéis , muita merda circulando pela cabeça e nenhuma grande idéia inspiradora, mas não faz mal, talvez escape algum desenho ou verso desse emaranhado cefálico em meu crânio bichado.
A cabeça dói, é quase um hábito, a dor me lembra que estou viva, a dor me lembra que esqueci meu remédio...me lembra que há males cuja cura é viver, males cuja cura é amar, não importa o que, não importa como. a cabeça ainda dói e vai doer até amanha de manhã, quando eu acordar e esquecer minhas crises de existencia, esquecer do Sartre, Heidegger ou daquele livro de sacanagem do Sade que eu coloquei no mp4 pra ler na aula...mas não vou esquecer daquele verso que escrevi ontém e que dizia " Segure minha mão, se eu cair em teus braços pois eu acho que não vou saber me levantar", vou me lembrar não das palavras, vou lembrar a essencia, a sensação de cair no amparo de um abraço, vou lembrar um perfume, um sorriso e vou querer ser poeta, colocar em palavras aquele sentimento sem nome, aquela coisa que arrebata, que envolve, aquele sentimento que é só meu...e vou procurar, sedenta, a fonte...e vou odiar ser poeta, carregar essa maldição lírica, essa mania de escrever as pessoas, especialmente quando elas estão longe e, mesmo odiando, voltarei a ser poeta apenas para escrever minha saudade, esta que eu não sei traduzir.









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